quarta-feira, 8 de abril de 2009

Paciência

Hoje vim ao Consulado dos EUA. Quero dizer, tentei vir e não passei da porta. Pretendia acompanhar minha amiga Boula, também do G8, na busca pelo visto americano. Mas que paisinho mais nojento! Dá até vontade de cancelar a viagem. Não permitem acompanhantes no Consulado, você é obrigado a perigrinar sozinho como se estivesse em Santiago de Compostela! E eu que achava o consulado Italiano chato e com funcionáriso prepotentes... (eu já até chorei lá, é sério!)
Objetos eletrônicos -incluindo o celular- devem estar desligados (e não apenas no silencioso) pois eles verificam e, pior, fazem você deixá-los num guarda volumes. Tenho certeza que essa resolução do celular no guarda volumes é nova, de depois que lançaram aquele modelo de telefone com joguinhos com sensores do tipo do Wii. Boliche, pescaria, etc... fala sério! Dá uma vergonha interna ver as pessoas jogando isso em público... Whatever!
Enfim, acabei deixando meu livro em casa, afinal eu achei que passaria um par de horas conversando com a Boula, pondo os assuntos em dia já que ela não é das mais chegadas à internet, quase não manda notícias por e-mail, além de fazer pós num dia da semana à noite, dormir na casa do namorado algumas vezes na semana e ter escolhido uma profissão que a impossibilita de falar ao telefone durante o expediente.
A longa sessão de terapia com a amiga vai mesmo ter que ficar para outro dia. Com tanto o que fazer no escritório, em plena véspera de feriado, cá estou eu pensando num post para desabafar e fazer passar o tempo.
Sentei num café. Primeiro no balcão e depois numa mesinha com mais outras duas pessoas que também acompanhavam de fora alguém que tinha ido tirar o visto. Não rola nenhuma conversa, uma delas mexe freneticamente no celular, imagino que esteja twittando (só pode ser!!); a outra olha insistentemente para a fachada do Consulado desolada... Melhor assim! Detesto conversar sobre a condição climática, trânsito ou qualquer outra banalidade com desconhecidos, odeio os "caçadores de assunto", mas isso é tema para outro post.
Já tomei um suco de laranja, comi um queijo quente e finalizei com um expresso "curto curto" (como diria o namorado da Cabeça), mas só passou uma hora. Disseram que a espera é de duas horas em média. E olha só como nossa noção de tempo é relativa: se eu estivesse na minha mesa trabalhando e resolvesse "espairecer" na net, duas horas voariam e não seriam suficientes entre gmail, notícias, orkut, blogs e twitter. É, ainda bem que em breve terei meu IPhone e poderei esperar em qualquer lugar por horas, me perdendo na internet. (Claro! Exceto se eu estiver dentro do Consulado dos EUA).
E será que a Boula fez amizades lá dentro? Porque o visto, nessa época de crise, é certeza que deu certo. Meu Deus! Acabou de me ocorrer, será que tem relógio lá dentro!? Porque eu atualmente não uso relógio e me oriento com o do celular! Se a gente fica impedido de usar o celular lá dentro, melhor anotar: "lembrar de usar relógio quando for ao Consulado dos EUA!".

Um comentário:

  1. Quem diria, hein? No dia em que passamos horas pra conseguir aquele visto - eu sentada na muretinha esperando a minha senha aparecer na tela e você tomando um expresso curto - não podíamos imaginar o quão deliciosa seria esta viagem, quão linda é a vista da janela ou o quão gostosos são estes cookies. Isto aqui é que é diversão, não é? E o melhor é que agora temos todo o tempo do mundo pra colocar aquela conversa - que ficou pra depois no dia do consulado - em dia, enquanto tiramos umas fotos e bebericamos um cosmopolitan...

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