Hoje completa 2 anos desde que voltei. Desde que voltei pra minha antiga vida, mas na ocasião do retorno -há 2 anos atrás- algo tinha mudado. Um elemento novo tinha surgido. Achei que seria difícil a adaptação, não foi. Na verdade até foi boa sua presença, me ajudou na readaptação à minha antiga casa, aos meus antigos problemas. Talvez essa tenha sido a missão do elemento. Me fazer adaptar, primeiro lá longe depois aqui de volta, fazer um link entre lá e aqui.
É, digamos que cumpriu sua missão, evitou um sofrimento, mas causou outro maior. Que seja! Não dá pra vivermos numa redoma sem nos machucarmos, apesar de esse ser o desejo das mães em relação a seus filhos, pelo menos é o da minha.
Não sei o que dizer desses dois anos. As pessoas que vão morar em outro país por um tempo não imaginam o risco que estão correndo. E não digo o risco em quebrar a cara, entrar em várias furadas, ser roubado, não entender e não se fazer entender pelas pessoas que não falam sua língua, confronto de tradições e etc. Digo com relação a si próprio. É uma profunda imersão. Um importante exercício de auto-conhecimento. E é perigoso.
Muitos passam pela experiência sem traumas, vão e voltam sem mudar nada. Absolutamente nada. Porque não olharam para si próprios, não se entregaram de verdade à vida "no estrangeiro", viveram lá mas com a cabeça aqui. Outras mais radicais se perdem no mundo. Não se sentem bem em nenhum lugar mais, e vivem buscando "seu lugar no mundo".
Outros voltam e percebem que ficaram fora de sintonia. Este é o meu caso. Me sinto no limbo. Fora do lugar. Girando em outra direção, talvez na mesma direção mas em outra velocidade. Tipo Lost agora na 5a temporada (e que está ótimo por sinal!!). É tudo muito estranho. Esses dois anos passaram e parece que foi ontem, parece que foi há 20 anos. No meio disso tudo passou o elemento novo. Agora nem o reconheço mais, nem me reconheço mais junto dele. A página virou, esse livro acabou.
Agora procuro um novo livro. Algum bem escrito, com o assunto envolvente, com uma capa interessante e por que não dizer com conteúdo diferenciado!? Exigente? Pode ser, mas parâmetros básicos são necessários para mim.
domingo, 29 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
Bye bye Habib
Ai o Habib... E não, não foi um suspiro de paixonite, muito pelo contrario! (antes fosse)
Desde que o conheci, o indivíduo não passa uma semana sequer sem telefonar e mandar um sms fofo e consegue fazer isso sem se tornar (muito) chato. Chata estou me tornando eu por não responder as mensagens e não retornar os telefonemas. Mas apesar dele ser um tipo que eu deveria investir (tem um bom papo, é inteligente, cavalheiro, tem dinheiro -quero dizer não é um playboy nem um pobre-, trabalha, viaja, é parceiro pra uma cerveja ou uma vodka, não fuma...), mesmo assim ele não me interessou.
Eu até tentei um segundo encontro mas nem o fato dele gostar de Lost, nem o fato dele falar o português corretamente ou dele ser carinhoso, e nem os seus lindos olhos claros foram capazes de produzir a química necessária.
Se eu fosse piriguete me aproveitaria dele. Comeria um sushi com saquê que eu tanto gosto, iria viajar pra casa de praia dele, curtiria as baladas mais badaladas de SP porque ele é influente... e no fim sentiria um vazio aqui dentro. Me diga de que adiantaria?
Fui acometida novamente pela síndrome do dedo podre. Mas que sina é essa minha (e de mais um milhão e meio de mulheres) de gostar sempre do cara errado!? O bonitinho escolhido da vez sumiu há pouco mais de 2 semanas e eu, como acompanho o manual do cafa, não liguei, não falei pelo msn, não mandei e-mail, scrap, sms, sinal de fumaça, nem falei com os amigos dele. No máximo desabafei aqui no blog (pelo menos por enquanto).
Mandei uma mensagem pro Habib (bêbada, claro!) me desculpando dos furos e dizendo que foi muito legal conhecê-lo, maaaaaassss que -em outras palavras-, não ia rolar. Com certeza parti um coraçãozinho (eu não estou sendo convencida a ponto de achar que ele estava caidinho, mas ele estava bem interessado que eu sei). Whatever! Não adianta, eu não consigo deixar alguém que não tenha aquele quê a mais, na manga (ou na geladeira pra alguns), definitivamente não sou do time dos cafajestes, e se for pra falar em termos de geladeira, a minha é um frigobarzinho, só cabe um lanchinho por vez.
Desde que o conheci, o indivíduo não passa uma semana sequer sem telefonar e mandar um sms fofo e consegue fazer isso sem se tornar (muito) chato. Chata estou me tornando eu por não responder as mensagens e não retornar os telefonemas. Mas apesar dele ser um tipo que eu deveria investir (tem um bom papo, é inteligente, cavalheiro, tem dinheiro -quero dizer não é um playboy nem um pobre-, trabalha, viaja, é parceiro pra uma cerveja ou uma vodka, não fuma...), mesmo assim ele não me interessou.
Eu até tentei um segundo encontro mas nem o fato dele gostar de Lost, nem o fato dele falar o português corretamente ou dele ser carinhoso, e nem os seus lindos olhos claros foram capazes de produzir a química necessária.
Se eu fosse piriguete me aproveitaria dele. Comeria um sushi com saquê que eu tanto gosto, iria viajar pra casa de praia dele, curtiria as baladas mais badaladas de SP porque ele é influente... e no fim sentiria um vazio aqui dentro. Me diga de que adiantaria?
Fui acometida novamente pela síndrome do dedo podre. Mas que sina é essa minha (e de mais um milhão e meio de mulheres) de gostar sempre do cara errado!? O bonitinho escolhido da vez sumiu há pouco mais de 2 semanas e eu, como acompanho o manual do cafa, não liguei, não falei pelo msn, não mandei e-mail, scrap, sms, sinal de fumaça, nem falei com os amigos dele. No máximo desabafei aqui no blog (pelo menos por enquanto).
Mandei uma mensagem pro Habib (bêbada, claro!) me desculpando dos furos e dizendo que foi muito legal conhecê-lo, maaaaaassss que -em outras palavras-, não ia rolar. Com certeza parti um coraçãozinho (eu não estou sendo convencida a ponto de achar que ele estava caidinho, mas ele estava bem interessado que eu sei). Whatever! Não adianta, eu não consigo deixar alguém que não tenha aquele quê a mais, na manga (ou na geladeira pra alguns), definitivamente não sou do time dos cafajestes, e se for pra falar em termos de geladeira, a minha é um frigobarzinho, só cabe um lanchinho por vez.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Quem quer ser um milionário?
Sabadão encaramos a fila do cinema no Market Place. Fomos eu e minha amiga do MARA assistir um filme. Também do G8, ela é do tipo de amiga que se isola com o namorado, sabe!? Mas tudo bem, nos falamos sempre e, apesar de quase nunca nos encontrarmos sei tudo (ou quase tudo) da vida -melodramática- dela e vice-versa.
Assistimos o tão falado e premiado 'Quem quer ser um Milionário?'. Muito legal o filme! Gostei mesmo. Se não levarmos em consideração que tivemos que sentar separadas no cinema porque não tinham dois lugares juntos sem ser na primeira fileira (e por isso acabamos desistindo de comprar aquele balde de pipoca), e abstrairmos a menina do casal sentado ao meu lado que ficava falando tudinho no diminutivinho com o namoradinho dela, foi tudo ótimo.
Essa coisa da Índia tá bem na moda ultimamente, é filme, novela, roupas, bijus... estamos sendo invadidos! Mas detalhes à parte, o filme é dinâmico, tem uma abordagem diferente do convencional, uma trilha sonora interessante e pra ser um sucesso -claaaaro- uma história de amor de fundo!
No fim das contas essa história de ganhar um milhão é uma coisa que mexe mesmo com a cabeça das pessoas. Quem é que já não se pegou fazendo planos mirabolantes com o dinheiro do prêmio sem sequer arriscar uma fézinha na mega sena ou jogo do bixo, sem participar do show do milhão ou -pior-, do BBB.
Terminamos a noite comendo um bom e velho Kebab. Não era o original do "Mavi cose Turche" di Firenze, mas deu pra matar um pouquinho da saudade que já era enoooorme! (Inclusive com a discussão interna comigo mesma no dia seguinte por causa da carne de cordeiro! ¬¬)
Quanto aos meus planos em ser uma milionária, eu tenho aspirações singelas. Talvez comprasse um Troller -que é o meu carro sonho de consumo!-, pagasse uma mega viagem pra minha mãe e avós (e ia junto, óbvio!), ajudasse alguns da família e vivesse de rendas! [hehehe...] Mas não pararia de trabalhar, de verdade! E claro, continuaria a frequentar a José Paulino Street e arredores, certeza!!!
*Pra finalizar esse post e seguindo o tema indiano, vai a dica do melhor video de todos os tempos: Tunak Tunak Tun
http://www.youtube.com/watch?gl=BR&v=-bAN7Ts0xBo
Assistimos o tão falado e premiado 'Quem quer ser um Milionário?'. Muito legal o filme! Gostei mesmo. Se não levarmos em consideração que tivemos que sentar separadas no cinema porque não tinham dois lugares juntos sem ser na primeira fileira (e por isso acabamos desistindo de comprar aquele balde de pipoca), e abstrairmos a menina do casal sentado ao meu lado que ficava falando tudinho no diminutivinho com o namoradinho dela, foi tudo ótimo.
Essa coisa da Índia tá bem na moda ultimamente, é filme, novela, roupas, bijus... estamos sendo invadidos! Mas detalhes à parte, o filme é dinâmico, tem uma abordagem diferente do convencional, uma trilha sonora interessante e pra ser um sucesso -claaaaro- uma história de amor de fundo!
No fim das contas essa história de ganhar um milhão é uma coisa que mexe mesmo com a cabeça das pessoas. Quem é que já não se pegou fazendo planos mirabolantes com o dinheiro do prêmio sem sequer arriscar uma fézinha na mega sena ou jogo do bixo, sem participar do show do milhão ou -pior-, do BBB.
Terminamos a noite comendo um bom e velho Kebab. Não era o original do "Mavi cose Turche" di Firenze, mas deu pra matar um pouquinho da saudade que já era enoooorme! (Inclusive com a discussão interna comigo mesma no dia seguinte por causa da carne de cordeiro! ¬¬)
Quanto aos meus planos em ser uma milionária, eu tenho aspirações singelas. Talvez comprasse um Troller -que é o meu carro sonho de consumo!-, pagasse uma mega viagem pra minha mãe e avós (e ia junto, óbvio!), ajudasse alguns da família e vivesse de rendas! [hehehe...] Mas não pararia de trabalhar, de verdade! E claro, continuaria a frequentar a José Paulino Street e arredores, certeza!!!
*Pra finalizar esse post e seguindo o tema indiano, vai a dica do melhor video de todos os tempos: Tunak Tunak Tun
http://www.youtube.com/watch?gl=BR&v=-bAN7Ts0xBo
quinta-feira, 12 de março de 2009
Nossa Senhora da Bicicletinha
É foda estar solteira. Num dia comum você se arruma toda, dá um tapa no cabelo e maquiagem e vai trabalhar feliz e contente sem maiores pretensões... Lá pelas tantas você não aguenta mais o sapato, o calor e o sistema lento que acompanha o funcionalismo público em todos os sentidos, mas continua sorrindo e distribuindo simpatia por aí.
Neste momento é que, esperando o elevador, surge um ser pra te fazer um elogio: "Nossa! Que cor você tem! Com esses seus olhos então..." a pessoa já sem graça dá um sorriso amarelo e disfarça, pensa numa desculpa pra não pegar o elevador, procura pra ver se mais alguém vai entrar junto acabando com aquele momento constrangedor... Ufa! Duas pessoas. Entramos todos no elevador. As malditas pessoas descem no andar seguinte (por que não foram de escada??). E o ser continua "Você não tem um cartão? Olha, aqui tá o meu, precisando de alguma coisa me ligue" Tentei falar da minha mãe pra quebrar a conversa mas ele nem se abalou e se gabando finalizou: "Eu trabalho há 25 anos na área criminal!"
Jesus my Lord! O fulano tá lá nos seus 50 anos! Pergunta se algum recem formado pediu meu cartão? Um gatinho entre 24 e 32!? Nada! No máximo olhares discretos e bem disfarçados. Uns sorrisos, um bom dia... mas é só. Não se chega nem a saber o nome um do outro. Ah! Falando nisso não comentei o nome do ser, na verdade não me lembro, mas o que me lembro bem é "Dr. Ceará é assim que todo mundo me conhece!". Eu MEREÇOOO!?
Se minha amiga gráfica -e que conhece bem a cultura cearense- põe os olhos naquele cartão feito no word com direito a cores, balancinha e tudo mais... ela tem um ataque cardíaco, certeza!
Acho que homem chega numa idade e se desespera, não sabe mais ser sutil! Daí vê uma mulher assim, independente, bonita e dando sopa... vem logo com os dois pés no peito! Credo!!!
E como bem disse essa semana um querido amigo meu:
"Minha Nossa Senhora da Bicicletinha! Dai-me equilíbrio!"
Neste momento é que, esperando o elevador, surge um ser pra te fazer um elogio: "Nossa! Que cor você tem! Com esses seus olhos então..." a pessoa já sem graça dá um sorriso amarelo e disfarça, pensa numa desculpa pra não pegar o elevador, procura pra ver se mais alguém vai entrar junto acabando com aquele momento constrangedor... Ufa! Duas pessoas. Entramos todos no elevador. As malditas pessoas descem no andar seguinte (por que não foram de escada??). E o ser continua "Você não tem um cartão? Olha, aqui tá o meu, precisando de alguma coisa me ligue" Tentei falar da minha mãe pra quebrar a conversa mas ele nem se abalou e se gabando finalizou: "Eu trabalho há 25 anos na área criminal!"
Jesus my Lord! O fulano tá lá nos seus 50 anos! Pergunta se algum recem formado pediu meu cartão? Um gatinho entre 24 e 32!? Nada! No máximo olhares discretos e bem disfarçados. Uns sorrisos, um bom dia... mas é só. Não se chega nem a saber o nome um do outro. Ah! Falando nisso não comentei o nome do ser, na verdade não me lembro, mas o que me lembro bem é "Dr. Ceará é assim que todo mundo me conhece!". Eu MEREÇOOO!?
Se minha amiga gráfica -e que conhece bem a cultura cearense- põe os olhos naquele cartão feito no word com direito a cores, balancinha e tudo mais... ela tem um ataque cardíaco, certeza!
Acho que homem chega numa idade e se desespera, não sabe mais ser sutil! Daí vê uma mulher assim, independente, bonita e dando sopa... vem logo com os dois pés no peito! Credo!!!
E como bem disse essa semana um querido amigo meu:
"Minha Nossa Senhora da Bicicletinha! Dai-me equilíbrio!"
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