domingo, 28 de fevereiro de 2010

'Dois Real'

Eu adoro castanha de caju, do pará, nozes, amendoim com casca, sem casca, japonês, temperado... enfim, deu pra entender, gosto da família 'peanuts' como um todo. Ou melhor, como tudo!!!
Agora, uma coisa que eu não consigo entender são os ambulantes vendendo castanha de caju no farol. Há tempos reflito sobre isso. Nunca comentei com ninguém.
O fato é que comprar castanha de caju no super (mercado) não é das coisas mais econômicas. Não é o petisco mais popular, antes dele vem aqueles ovinhos, ruffles, amendoim, doritos... mas nos congestionamentos em SP não falta! Que espécie de gente compra castanha de caju no farol? Ainda mais com aquele forninho portátil que os ambulantes improvisaram. Aliás, outro absurdo! Um calor infernal e eles carregando aquela sauna sem eucalipto!
Eu não pretendo comprar a castanha de caju no farol, mas se alguém já comprou ou conhece a razão desta especiaria ser tão difundida nas ruas de São Paulo me conte SVP! Merci.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Senhoras e Senhores

Pegando a onda do HTP, darei meu depoimento de picadeiro:
Fim de semana desses fui tomar uma cerveja com as amigas. Uma delas levou o namorado e este, por sua vez, convidou uns amigos: um casal e um mocinho solteiro. Papo vai e Norteña vem, após horas do moço se gabando com os amigos das peripércias da época de solteiros eu, como boa dona de circo que sou, fiquei com o dito.
Bem gatinho pro meu gosto mas nem me empolguei por saber de seu histórico 'doutourando-30-anos-nunca-trabalhou'. Foi ok, ele quis -óbvio- ir embora comigo, o que vetei terminantemente. Pegou meu telefone e boa.
Dia seguinte a amiga pivô quer desesperadamente falar comigo: "Pelamordedeus! Ele num presta!" (tá, agora me fala algo que eu não sei). O fulano tinha mandado um SMS as 3h30 da madrugada (hora exata em que nos despedimos) para a ex namorada dizendo que sentia a falta dela blábláblá. A mesma ex que meses antes ele chutara como um cachorro.
Agora a coitada deve pensar "ah! ele tá arrependido, quer voltar..."
Voltar??? Ele é um grandissíssimo filho... filho... filho da mulher barbada!! Nasceu no circo esse infeliz, um palhaço nato!
Mandei pro HTP.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"Minhas Férias"

Esses dias numa entrevista de emprego tive que fazer uma redação.
Normalmente eu adoro escrever, mas quando é uma coisa assim imposta e -pior-, que vão te analisar por isso, daí a coisa muda de figura.
O tema era livre. Uma folha sem linhas e uma única recomendação: uma redação em 15 minutos. O cara deixou a sala. As pessoas tentaram se aliar propondo um tema único, não funcionou. Alguém sugeriu algo sério sobre o mercado de capitais ou algo parecido. Desliguei das pessoas e comecei a pensar.
Pensei no ambulante que vende castanhas de caju no farol (assunto na geladeira para outro post), na chuva e enchentes (quer assunto mais atual!?), no stress que uma entrevista pode causar, pensei em escrever a maratona que é trabalhar um dia em Guarulhos... Mas a cada pensamento minha mente ironizava e me chacoteava fazendo piscar na minha mente o título: "minhas férias", tema típico da época do primário (sim, eu fiz primário, minha mãe ensino médio e meus filhos farão ensino fundamental, e é exatamente isso que determina a mudança de gerações!), e isso me bloqueava.
Eis que lembrei que tinha lido sobre dia 26 de janeiro ser o dia da Gula. Pensei tecnicamente: apresentação do tema, desenvolvimento e conclusão. Nem sempre funciona assim, mas saiu algo parecido com isso:
Li ontem que dia 26 foi o dia da Gula. As pessoas não têm mais o que inventar, celebrar um pecado capital! Será que criaram também um dia pra Ira ou Luxúria!?
Tá certo que a Gula é o pecado Capital mais simpático, ganha de longe da Inveja. Não é tão popular quanto a Avareza. Nem tão prestigiada quanto
a Preguiça.
E como em qualquer lista enumerativa sempre deixo algum item de fora, mas isso não é importante, o importante foi ter comemorado o dia 26 num festival de sushi!
Bom, foi o que eu pude pensar na hora. Será que ficou piegas demais!?
Só o que eu tenho a dizer é que funcionou, fui chamada para a próxima fase. Não consegui o emprego -ainda-, mas foi divertida toda a sistemática entre entrevista coletiva, redação e marketing próprio! ;)