Quanta tristeza pode caber num coração despedaçado?
Que dor é essa que nada cura?
Quanto tempo leva para o coração colar seus pedaços?
Quem é que pode ajudar no processo de colagem?
De quem devemos ficar distantes?
É necessário ajuda médica?
Será que estou ficando louca???
Para os que estão de fora, que nunca passaram por isso ou já passaram e superaram, essas perguntas parecem de simples resolução. Mas para aqueles que estão no fundo do poço, esses questionamentos atormentam a cada minuto. Eu sigo pensando que um dia esse sofrimento vai acabar, como num passe de mágica ele vai sumir, ah vai!!!
Não é possível haver somente UM amor da sua vida. E se ele morre cedo de mais? Ficamos fadados a viver o resto da vida sozinhos? No meu caso não morreu. Talvez fosse mais fácil nessa hipótese pois eu saberia que não tem mais jeito meeeesmo. Na verdade acho que não, porque daí os questionamentos seriam a respeito da justiça divina e nossa briga seria com Deus.
Mas e se existisse só UM amor da minha vida e nós nunca nos encontrássemos? Será que sempre moramos na mesma cidade? Quem cuida da logística? Como dizia uma amiga: tem que ser muita coincidência, em meio a milhões e milhões de pessoas no mundo você encontrar e reconhecer justamente sua alma gêmea. Mas ela encontrou! E pasmem, numa micareta! É, decididamente não há regras para encontrar o grande amor.
O fato é que o meu dito cujo tá aí, firme e forte (talvez não tão forte assim), me ama e decidiu - através de uma lógica toda peculiar dele - que não devemos mais ficar juntos. Não me peçam pra explicar, até agora não entendi. Só me resta então enfrentar a rejeição e superar esse amor até encontrar uma outra pessoa que vai me levar novamente às alturas e vai me fazer amar incondicionalmente de novo. To louca para que isso aconteça logo porque amar é a melhor coisa que pode acontecer entre duas pessoas, hoje eu sei!
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
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